quarta-feira, 30 de maio de 2007

bom humor



Bom humor é tudo. Pra tudo na vida.
E, não menos, pra esculachar a esquerda patética que tem como princípio fundamental que não existem pessoas inteligentes, pensantes e perspicazes no mundo fora do Partidão, ou ao menos, capazes de oferecer alguma resistência. O deboche é bem-vindo e quando feito com competência, um raro prazer.

Estão convidados.

quarta-feira, 28 de março de 2007

só hoje

Eu sou no mundo. O que me circunda me constitui. Palavras que falo e ouço, ruas por onde passo, pessoas que amo, que apenas conheço, que não conheço, mas vejo. Tudo é parte de mim. Descobrir-me é adentrar a vida que aflora e tangencia aquilo que em mim percebo.

Tento me definir. E me limito. Surge o termo preciso como uma concha de significado. Minhas fronteiras já são fronteiras e assim me separo do mundo onde sou. Emerjo particular em momentos particulares. Idéias, conceitos, planos: nestes, eu sou meu eu, mas também nestes sou o todo. Compartilho minhas experiências, extraio meu modo de ver do modo de ver dos que vêem comigo. Os que vêem o que não vejo me trazem o estranhamento para que a consciência da distinção apareça como o antídoto à minha diluição na multiplicidade. Vivo e sou essa perene dialética do próprio e do alheio, e me revelo à medida que o mundo se revela.

Minhas angústias e medos são meus próprios. Mas não estou sozinha. Vejo as angústias e medos que afligem aquele outro eu que está no próximo. Reconheço-me. Igualo-me. Busco o sentido dessa identidade que não se revela de todo, que só em partes se mostra e que exige de mim uma pluralidade quase paradoxal. Mas busco, por vezes encontro, por vezes me emaranho no fio que conduz minha cruzada. E me enredo nos fios que tramam o tecido da minha existência, fios com que teço meu lugar no mundo, meu reflexo no espelho, meus laços de afeição. E nesse enredar, buscar, achar, tecer, vejo quem sou. Só em pedaços, só por hoje, só enquanto dura o momento fugaz eu tenho certeza de mim.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

http://www.youtube.com/watch?v=zX4_aq3GAJ0&mode=related&search=

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

POEMINHA

Eu quero rugas
e cabelos brancos
quero meus trinta anos em mim
quero meus sonhos
meus castelos em cinzas
meu passado
retumbando em tom maior
só quero minha memória
minha história
os seixos depositados
no meu leito
e que meu peito
abarrotado mas não desfeito
repouse assim

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

ESCOLA DE TRADUTORES

Terminei de ler o livrinho excelente do Paulo Rónai (Gradus Primus, alguém será capaz de lembrar?) sobre tradução. Não é um tratado, nem mesmo sistematizado é. Mas é um deleite. Talvez minha impressão esteja comprometida pela ansiedade de logo começar a faculdade de tradução, mas penso que o livro é bom para qualquer um que deseje ler uma obra no original ou que simplesmente goste de literatura.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

oPENING aCT

as traduções são como as mulheres
se são fiéis não são belas
se são belas não são fiéis
pOIS BEM, DECIDI CRIAR UM BLOG
Me deixei render pelos apelos da publicação fácil e improvavel-mas-possivelmente-acessível...talvez um estímulo a escrever mais...talvez só o vício da vaidade de se saber publicada e ocasionalmente lida.

Mas vou solta e leve...

Limito-me a prometer algumas poucas palavras em periodicidade ainda indeterminada. Havendo dividendos: rateie-se.

Ando num encantamento pela linguagem, um não-sei-que que tem feito até dos meus pensamentos um objeto de apreciação estética. Voltei a bem pensar. Por isso, voltei mesmo a escrever: poesia, listas variadas, e agora, temerariamente, este blog.
Daqui vou colher algum prazer com as palavras. Quem puder, colha comigo.
P.S.: O título tirei da obra de Mounin "Les Belles infidèles".